Orações · Cruz de Cristo

Via Sacra — As 14 Estações da Cruz

A Via Sacra (também chamada Via Crucis, Via Dolorosa, Caminho da Cruz, ou Estações da Cruz) é a devoção pela qual o cristão acompanha em catorze etapas o caminho de Cristo desde a condenação por Pôncio Pilatos até a sepultura. Tem origem na peregrinação dos primeiros cristãos a Jerusalém para percorrer fisicamente o trajeto do Senhor. São Francisco de Assis († 1226) difundiu na Europa a meditação dos passos da Paixão, e os franciscanos receberam de Clemente VI em 1342 a custódia dos Lugares Santos. A forma com 14 Estações que conhecemos hoje foi estabilizada no séc. XVII e universalizada pela pregação incansável de São Leonardo de Porto Maurício OFM († 1751), que ergueu mais de 572 Vias Sacras em toda a Itália. Foi Clemente XII, por breve Exponi nobis de 16 de janeiro de 1742, e Bento XIV, por decreto de 1750, que regularam a indulgência plenária para a recitação devota. A Via Sacra é especialmente recomendada nas Sextas-feiras da Quaresma e em toda Sexta-feira do ano.

(Em cada estação, ajoelhe-se diante da imagem ou imagine o passo, e recite:)

V. Adoramos-Vos, ó Cristo, e Vos bendizemos.
R. Porque pela vossa santa Cruz remistes o mundo.

I — Jesus é condenado à morte. Senhor, ensinai-me a aceitar as injustas condenações da vida sem amargura, como Vós aceitastes a injusta de Pilatos. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

II — Jesus carrega a Cruz. Dai-me a coragem de tomar cada manhã as minhas pequenas cruzes, sem fugir, como Vós tomastes a vossa por mim. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

III — Jesus cai pela primeira vez. Pela vossa primeira queda, levantai-me sempre que eu cair em pecado mortal. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

IV — Jesus encontra sua Mãe. Ó Maria, que sofrestes ali a quarta espada das vossas dores, sustentai os pais cristãos que carregam o sofrimento dos filhos. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

V — Simão de Cirene ajuda Jesus. Fazei-me Cireneu dos meus irmãos, especialmente dos mais pobres. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

VI — Verônica enxuga o rosto de Jesus. Dai-me a sensibilidade de Verônica para reconhecer o vosso rosto sangrento no rosto dos que sofrem hoje. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

VII — Jesus cai pela segunda vez. Pelas minhas reincidências nos mesmos pecados, dai-me a humildade de Vos pedir perdão tantas vezes quantas eu cair. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

VIII — Jesus consola as mulheres de Jerusalém. «Não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre os vossos filhos» (Lc 23,28). Convertei a minha família, Senhor. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

IX — Jesus cai pela terceira vez. Não permitais que eu desista da luta espiritual, mesmo nas quedas repetidas. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

X — Jesus é despojado das vestes. Despojai-me de tudo o que me impede de Vos seguir, especialmente do orgulho. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

XI — Jesus é pregado na Cruz. Pregai à vossa Cruz, junto com os vossos pés e mãos, os meus pés que vão a lugares maus e as minhas mãos que fazem o que não devem. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

XII — Jesus morre na Cruz. «Tudo está consumado» (Jo 19,30). Recebei a minha vida, Senhor, em sufrágio pelas almas do Purgatório e pela minha boa morte. (ajoelhar em silêncio) Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

XIII — Jesus é descido da Cruz e entregue à sua Mãe. Pela Pietà do Calvário, dai à minha mãe e a todas as mães cristãs a fortaleza de Maria diante da morte dos filhos. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

XIV — Jesus é sepultado. Pela vossa sepultura no jardim, fazei-me esperar com paciência a manhã da Ressurreição que se segue a toda Sexta-feira Santa da nossa vida. Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

(Conclua com uma oração pelas intenções do Sumo Pontífice — condição para a indulgência plenária — e com o Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória pelas intenções do Papa.)

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