Orações · Tempos Litúrgicos

Páscoa — Aleluia da Vigília Pascal

A Vigília Pascal da noite do Sábado Santo — chamada por Santo Agostinho «mãe de todas as santas vigílias» — é a maior celebração de todo o ano litúrgico católico. Começa fora da igreja, com o fogo novo aceso e a bênção do Círio Pascal; entra-se com o cântico do Exsultet ou Pregão Pascal; segue-se a Liturgia da Palavra com até nove leituras que percorrem toda a história da salvação; renova-se a água batismal e batiza-se os catecúmenos; renovam-se as promessas batismais (cf. Renovação das Promessas Batismais em Sacramentos); e celebra-se a primeira Eucaristia da Páscoa. Depois de quarenta dias de Quaresma sem Aleluia, a Igreja inteira retoma esta palavra hebraica — «louvai a Yáh», abreviação do Tetragrama divino — com solene júbilo. O Tempo Pascal estende-se por cinquenta dias até Pentecostes, e em todos esses dias se canta o Regina Caeli (já em Marianas) em lugar do Angelus. Esta oração acompanha a Vigília Pascal e os primeiros dias do Tempo Pascal.

Cristo ressuscitou dentre os mortos! Verdadeiramente ressuscitou.

Aleluia, aleluia, aleluia!

Senhor Jesus Cristo, sepultado na tarde da Sexta-feira, descido aos infernos no silêncio do Sábado, ressuscitado nesta noite santa pelo poder do Pai: eu Vos adoro como Vencedor da morte. O que parecia derrota da Sexta-feira torna-se a vossa vitória definitiva nesta madrugada. O sepulcro está vazio. Os Anjos anunciam: «Por que buscais entre os mortos aquele que vive?» (Lc 24,5).

Por esta Páscoa, dai-me a alegria pascal que o mundo não pode dar — alegria que não depende das circunstâncias, porque está enraizada no fato indiscutível da vossa Ressurreição histórica, atestada pelas mulheres no domingo de manhã, pelos onze Apóstolos no Cenáculo, pelos dois discípulos de Emaús, por Tomé que pôs a mão nas vossas chagas, pelos quinhentos irmãos ao mesmo tempo (1 Cor 15,6), e por Paulo no caminho de Damasco.

Esta vossa Ressurreição garante a minha: «Se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa fé», escreve o Apóstolo (1 Cor 15,17). Mas Cristo verdadeiramente ressuscitou — e, por isso, também eu ressuscitarei.

Renovai em mim, nestes cinquenta dias do Tempo Pascal, a graça do Batismo. Cantai em mim o Aleluia que esteve silencioso durante a Quaresma. Conduzi-me, com Maria que viu primeiro o Filho ressuscitado, até a chama do Cenáculo no dia de Pentecostes.

Cristo ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou! Aleluia!

Amém.

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