Ação de graças da criança após a Primeira Comunhão
Depois de receber a Sagrada Comunhão, a criança permanece alguns minutos em silêncio para fazer ação de graças. O Catecismo Romano de São Pio V (1566), reafirmando uma prática multissecular, ensina que nenhum tempo é mais oportuno para pedir as graças do Senhor do que aquele em que ele mesmo, no Sacramento, está hospedado em nossa alma. Esta ação de graças é tão importante quanto a preparação: a criança recebeu o próprio Filho de Deus em seu coração, e tem em si, sob os véus eucarísticos, todo o tesouro do Céu. O salmista convida: «Provai e vede como o Senhor é suave; bem-aventurado o homem que nele espera» (Sl 33,9 = Sl 34,8). O próprio Senhor Jesus prometeu: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia» (Jo 6,55). Esta oração é para a criança rezar em silêncio depois de comungar, voltando ao seu lugar na igreja ou já em casa após a Missa. Pode também rezar-se em todas as Comunhões posteriores, ao longo da vida cristã.
(A criança permanece em silêncio, com a cabeça inclinada, e reza no seu coração:)
Meu querido Jesus, tu estás dentro de mim. Tu mesmo, Filho de Deus, vieste habitar no meu pequeno coração. Eu não consigo ver-te com os olhos, nem tocar-te com as mãos — mas sei que estás aqui, vivo e verdadeiro, debaixo da figura do Pão.
Quero ficar quieto agora, em silêncio, só ouvindo-te. Não tenho palavras grandes para te dizer. Tenho só o meu coração de criança, e ele está cheio de alegria.
Obrigada, meu Jesus, por teres vindo. Obrigada pelo teu Corpo, que é o verdadeiro alimento da minha alma. Obrigada pelo teu Sangue, que lavou os meus pecados.
Agora, enquanto estás dentro de mim, quero pedir-te:
- Por mim mesmo — para que eu cresça em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e diante dos homens, como tu mesmo cresceste em Nazaré (Lc 2,52);
- Pelos meus pais — para que sejam abençoados na saúde, no trabalho e na união do amor, e para que cheguem comigo ao Céu;
- Pelos meus irmãos e irmãs — para que nos amemos sempre, e nunca nos magoemos;
- Pelos meus avós e padrinhos — vivos e falecidos: vivos, dai-lhes longa vida com saúde; falecidos, dai-lhes o Vosso Paraíso;
- Pelo meu padre e pelos meus catequistas — recompensai-os pelo trabalho de me terem preparado para este dia;
- Pelas crianças que ainda não te conhecem — que tu chegues também aos meninos e meninas que nasceram sem fé, ou que nasceram em famílias onde Tu não és amado;
- Pelas almas dos meus parentes que já partiram — abre-lhes as portas do Céu.
E uma última coisa, meu Jesus: prometo-te que voltarei sempre. Não te quero deixar sozinho no Sacrário, esquecido por tantos. Quero comungar muitas vezes. Quero ir à Missa todos os domingos. Quero confessar-me sempre que precisar. Quero ser teu amigo para sempre. Amém.
«Provai e vede como o Senhor é suave» (Sl 33,9 / 34,8).