Bíblia — Tradução Oficial da CNBB
Tradução oficial litúrgica do Brasil, usada na Missa. Edição Sarça-Ardente (6ª ed., capa dura). Boa primeira Bíblia para qualquer católico brasileiro.
Setenta e três livros canônicos: quarenta e seis no Antigo Testamento, vinte e sete no Novo. Texto integral, pesquisável, com cada capítulo em sua própria página.
Quem vos escreve é apenas um cristão como você. Sem cátedra, sem grau de teologia, sem autoridade alguma. Conta aqui uma experiência passada por ele mesmo, que não desejaria a outro — e por isso resolve registrá-la.
Quando me converti, fui direto comprar uma Bíblia. Pela Amazon, online, sem pensar muito: escolhi pela capa, pelo preço, pelas avaliações. Comecei pelo Gênesis, com a disciplina de quem está apaixonado, e fui avançando dia após dia.
Na metade do Antigo Testamento percebi que algo não fechava. Faltavam livros que eu via citados em outros lugares católicos — Tobias, Sabedoria, Macabeus. Fui investigar. Descobri que tinha comprado uma Bíblia protestante. Ninguém me avisou. Eu não sabia que precisava perguntar.
Não foi um erro grave — o que li ainda era a Palavra de Deus, e a Providência não desperdiça uma alma que abriu o livro. Mas faltavam sete livros inteiros do Antigo Testamento, mais passagens importantes de Ester e Daniel. A Igreja Católica os reconhece como inspirados desde os primeiros séculos. Os reformadores do século XVI os retiraram. Eu, recém-converso, ignorava tudo isso.
Esta página existe em parte para que outros não passem pelo mesmo. Aqui você encontra a Bíblia católica integral, em domínio público, gratuita. E logo abaixo, edições católicas modernas que recomendamos comprar — porque ter a Bíblia em casa, na estante, ao alcance da mão, marca uma vida.
Que ninguém comece a ler a Bíblia sem saber qual Bíblia tem nas mãos.
Lemos aqui o texto em domínio público. Mas uma Bíblia bem-feita, encadernada, na sua estante, é uma vida inteira de companhia. Estas são as edições católicas que recomendamos, com aprovação eclesiástica.
Tradução oficial litúrgica do Brasil, usada na Missa. Edição Sarça-Ardente (6ª ed., capa dura). Boa primeira Bíblia para qualquer católico brasileiro.
Edição clássica desde 1959, base de muitas paróquias brasileiras. Tradução do Pe. Maredsous (Centro Bíblico Católico). Capa Maria, capa dura.
Edição erudita com extensas notas exegéticas da École Biblique. Padrão para estudo bíblico sério. Edição Limitada de 2023, capa dura, detalhes dourados.
Texto acessível com introduções pastorais, popular em comunidades de base e catequese. Boa para grupos de estudo e leitura familiar. Edição Sagrada Família, capa dura.
Como afiliados Amazon Associates Brasil e Mercado Livre Afiliados, ganhamos uma pequena comissão por compras qualificadas, sem custo adicional para você. Indicamos apenas edições católicas com aprovação eclesiástica.
Livros marcados com ponto dourado e borda à esquerda são deuterocanônicos — presentes na Bíblia católica, ausentes nas traduções protestantes.
A Bíblia católica e a Bíblia protestante têm o mesmo Novo Testamento, mas Antigos Testamentos diferentes. Entender por quê ajuda a escolher uma Bíblia — e a ler com mais profundidade.
46 no Antigo Testamento · 27 no Novo Testamento. Inclui os sete livros deuterocanônicos e as adições gregas a Ester e Daniel.
39 no Antigo Testamento · 27 no Novo Testamento. Segue o cânon hebraico massorético, fixado pelo judaísmo rabínico após o nascimento da Igreja.
Os primeiros cristãos liam o Antigo Testamento na Septuaginta — a tradução grega usada em todo o Mediterrâneo do século III a.C. em diante. É a Septuaginta que Jesus cita, é a Septuaginta que os apóstolos pregam, é a Septuaginta que os Padres da Igreja comentam. E a Septuaginta inclui esses sete livros.
O Concílio de Hipona (393), o Concílio de Cartago (397) e o Papa Inocêncio I (405) já listavam os 73 livros como Escritura inspirada. Esta foi a Bíblia da Igreja por mais de mil anos.
No século XVI, Martinho Lutero escolheu seguir o cânon hebraico massorético — uma lista mais curta, fixada pelo judaísmo rabínico no final do primeiro século, depois que o cristianismo já havia se estabelecido. Lutero também tinha objeções doutrinais a passagens específicas (em 2 Macabeus 12, por exemplo, há clara referência à oração pelos mortos, fundamento da doutrina católica do Purgatório).
Em resposta à reforma, o Concílio de Trento (1546) solenemente reafirmou o cânon dos 73 livros, dogmaticamente, na Sessão IV. A Igreja não acrescentou nada — confirmou o que sempre tinha lido.
O leitor que pula os deuterocanônicos perde a história inteira da resistência macabaica e da Festa da Dedicação (Hanukkah, que Jesus celebra em João 10,22). Perde o Livro de Tobias, com o anjo Rafael e a primeira teologia explícita do matrimônio cristão. Perde a Sabedoria de Salomão, que prefigura tão claramente Cristo que muitos pensaram ser cristã quando descoberta. Perde o Eclesiástico, com seus elogios à misericórdia e ao temor do Senhor que a liturgia católica cita continuamente.
A Bíblia católica não tem livros a mais. A Bíblia protestante tem livros a menos. A diferença é histórica, doutrinal, e importa.