1
Quapropter intermittentes inchoationis Christi sermonem, ad perfectiora feramur, non rursum jacientes fundamentum pœnitentiæ ab operibus mortuis, et fidei ad Deum,
Pelo que deixando os rudimentos dos que come- çam a crer em Cristo, passemos a coisas mais perfeitas, não lançando de novo o fundamento da penitência das - obras mortas, e da Fé em Deus.
2
baptismatum doctrinæ, impositionis quoque manuum, ac resurrectionis mortuorum, et judicii æterni.
Da doutrina sóbre os Batismos, como também da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juizo terno.
3
Et hoc faciemus, si quidem permiserit Deus.
Esto é o que nós faremos, se Dervs o permitir.
4
Impossibile est enim eos qui semel sunt illuminati, gustaverunt etiam donum cæleste, et participes facti sunt Spiritus Sancti,
Porque é impossivel que os que foram uma vez iluminados, que tomaram já o gôsto ao dom celestial e que foram feitos participantes do Espírito Santo:
5
gustaverunt nihilominus bonum Dei verbum, virtutesque sæculi venturi,
- Que gostaram igualmente a boa palavra de Deus, e as virtudes do século vindouro.
6
et prolapsi sunt; rursus renovari ad pœnitentiam, rursum crucifigentes sibimetipsis Filium Dei, et ostentui habentes.
E depois disto cairam; é impossível, digo, que eles tornem a ser renovados pela penitência, pois crucifi- cam de novo ao Filho de Deus em si mesmos, e o expõem ao ludibrio.
7
Terra enim sæpe venientem super se bibens imbrem, et generans herbam opportunam illis, a quibus colitur, accipit benedictionem a Deo:
Porque a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz erva proveitosa aque- les por quem é lavrada: Recebe a bênção de Deus: deu que a partir do momento em que Jesus Cristo tinha revelado a Nicodemos a necessidade do batismo de água, ninguém se podia salvar sem este sacramento, salvo pelo batismo de sangue. Re- futou esta opinião S. Bernardo em carta dirigida a Hugo e 5. Vitor. S. Tomás diz que o batismo tem todo 6 seu valor depois da imersão de Jesus no Jordão, mas que só foi obrigatório depois da Paixão porque até então regenerara a circuncisão Part 3, q 66, art.
8
proferens autem spinas ac tribulos, reproba est, et maledicto proxima: cujus consummatio in combustionem.
Mas se ela produz espinhos e abroólhos, é repro- vada, e está perto de maldição: Cujo fim é ser queimada.
9
Confidimus autem de vobis dilectissimi meliora, et viciniora saluti: tametsi ita loquimur.
Porém de vós outros, ó muito aniados, esperamos melhores coisas, e mais vizinhas à salvação, ainda que assim falamos.
10
Non enim injustus Deus, ut obliviscatur operis vestri, et dilectionis, quam ostendistis in nomine ipsius, qui ministrastis sanctis, et ministratis.
Porque Deus não é injusto, para que se esqueça da vossa obra, e da caridade que mostrastes em seu nome, os que haveis subministrado o necessário aos Santos, é ainda o subministrais.
11
Cupimus autem unumquemque vestrum eamdem ostentare sollicitudinem ad expletionem spei usque in finem:
de Sacram, estabelece três periodos em tempos Apostólicos: um em que a circuncisão justificava sem o Batismo; outro em que “a circuncisão e o batismo justificavam igualmente, porque a pri- meira ainda não estava abolida; e O terceiro em que só o batismo justificava sem a circuncisão. Um anônimo do século 12 preten- , — 228 —
12
ut non segnes efficiamini, verum imitatores eorum, qui fide, et patientia hæreditabunt promissiones.
Para que vos não façais frouxos, mas sim imi- tadores: daqueles que, por fé e por paciência, hão de her- dar as promessas. .
13
Abrahæ namque promittens Deus, quoniam neminem habuit, per quem juraret, majorem, juravit per semetipsum,
Porque quando Deus fez a Abraão a promessa, como não teve outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo,
14
dicens: Nisi benedicens benedicam te, et multiplicans multiplicabo te.
dizendo: Certamente abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei.
15
Et sic longanimiter ferens, adeptus est repromissionem.
E assim esperando com larga paciência,” alcan- çou a promessa. a
16
Homines enim per majorem sui jurant: et omnis controversiæ eorum finis, ad confirmationem, est juramentum.
Porque os homens juram pelo que há maior que eles: E o juramento é a maior segurança para terminar todas as suas contendas.
17
In quo abundantius volens Deus ostendere pollicitationis hæredibus, immobilitatem consilii sui, interposuit jusjurandum:
Pelo que querendo Deus mostrar mais segura- mente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, interpôs o juramento:
18
ut per duas res immobiles, quibus impossibile est mentiri Deum, fortissimum solatium habeamus, qui confugimus ad tenendam propositam spem,
Para que por duas coisas infalíveis, pelas quais é impossivel que Deus minta, tenhamos uma poderosis- sima consolação, os que pomos o nosso refúgio em alcan- çar a esperança proposta.
19
quam sicut anchoram habemus animæ tutam ac firmam, et incedentem usque ad interiora velaminis,
A qual temos como uma âncora segura, e firme da alma, e que penetra até as coisas do interior do véu.
20
ubi præcursor pro nobis introivit Jesus, secundum ordinem Melchisedech pontifex factus in æternum.
Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, sen- do constituído pontífice eterno, segundo a ordem de Mel- quisedec. 4