Orações · Cruz de Cristo

En ego, o bone et dulcissime Iesu — Oração diante do Crucifixo

A oração En ego, o bone et dulcissime Iesu«Eis-me aqui, ó bom e doce Jesus» — é uma das orações mais antigas e amadas da tradição católica para a recitação diante do Crucifixo. Sua composição é tradicionalmente atribuída a São Tomás de Aquino OP († 1274), Doutor Angélico, embora alguns estudiosos a tenham datado mais tarde (séc. XIV-XV) sem desfazer da unção tomista. É a oração por excelência da contemplação do Crucificado, baseada no Salmo 21,17 — versículo profético da Paixão recitado por Cristo na Cruz: «Traspassaram as minhas mãos e os meus pés; contaram todos os meus ossos». Pio IX, em decreto da Sagrada Congregação das Indulgências de 31 de julho de 1858, concedeu indulgência plenária à recitação devota desta oração diante de um Crucifixo após a Comunhão, nas condições gerais. Pio XII, em 1958, renovou a indulgência. Pelas tradições espirituais: esta é a oração que se recomenda particularmente depois da Comunhão, durante a ação de graças, ou em qualquer adoração diante do Crucifixo.

(Diante de um Crucifixo, ajoelhe-se. Recite com profundo recolhimento:)

Eis-me aqui, ó bom e doce Jesus, prostrado em vossa presença. Rogo-Vos e suplico-Vos, com todo o fervor da minha alma, que Vos digneis imprimir no meu coração vivos sentimentos de fé, de esperança e de caridade, com verdadeira dor dos meus pecados e firmíssimo propósito de emenda.

Enquanto, com profundo afeto e dor da alma, considero comigo mesmo as vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos aquilo que já no vosso nome dissera o profeta Davi a vosso respeito, ó bom Jesus: «Traspassaram as minhas mãos e os meus pés; contaram todos os meus ossos» (Sl 21,17).

Amém.

Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória.

(Pelas condições da indulgência plenária, depois da Comunhão sacramental, recitar também uma oração pelas intenções do Sumo Pontífice.)

Em latim

En ego, o bone et dulcissime Iesu, ante conspectum tuum genibus me provolvo,
ac maximo animi ardore te oro atque obtestor,
ut meum in cor vividos fidei, spei et caritatis sensus,
atque veram peccatorum meorum poenitentiam,
eaque emendandi firmissimam voluntatem velis imprimere;
dum magno animi affectu et dolore tua quinque vulnera mecum ipse considero ac mente contemplor,
illud prae oculis habens, quod iam in ore ponebat tuo David propheta de te, o bone Iesu:
«Foderunt manus meas et pedes meos: dinumeraverunt omnia ossa mea.» (Ps 21, 17)

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