Orações · Defuntos

Oração no aniversário de falecimento de um ente querido

A Igreja celebra desde os primeiros séculos as Missas de aniversário pelos defuntos — a tradição é atestada por Tertuliano († c. 220), por Sto Agostinho († 430) que celebrou Missa pela mãe Sta Mônica todos os anos, e está prescrita no Missal Romano através das Missas «In anniversario» entre as Missas pro defunctis. O Catecismo da Igreja Católica n. 1032 ensina que «desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em particular o sacrifício eucarístico, para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus». Esta oração acompanha a celebração do aniversário de morte de um ente querido — pais, cônjuge, filhos, irmãos, amigos — combinada com a oferta de Missa de sufrágio.

Senhor Jesus Cristo, Senhor da vida e da morte, vencedor da morte na manhã da vossa Ressurreição: hoje, no aniversário do dia em que o(a) meu/minha (N.) partiu desta vida (em data, local, há X anos), apresento-Vos a minha oração de sufrágio.

Recordo, Senhor, o golpe da sua morte na minha vida: a dor, o vazio, as perguntas sem resposta, o sentimento de injustiça, talvez a revolta inicial contra a vossa providência. Ofereço-Vos hoje, como então, tudo o que ainda está em mim ferido pela sua partida — e suplico-Vos a graça de que esta oração anual transforme o golpe em comunhão.

Pelo seu Batismo, pela fé que recebeu, pelos Sacramentos que comungou em vida, pelas suas obras boas, pelas suas dores aceitas, pelo seu sim final à vossa vontade na hora derradeira: dai-lhe agora, se ainda padece, o que falta para chegar à plena visão beatífica.

Se já está convosco no Céu, fazei-o(a) interceder por mim e pelos que ficaram. Se ainda peregrina pelo Purgatório, abreviai a sua purificação por este Pai-Nosso, esta Ave-Maria, este Glória — e (se possível neste dia) pela Missa de sufrágio que ofereço (ou que mando oferecer).

Comprometo-me, Senhor, a não esquecê-lo(a). Cada ano, neste dia, repetirei a memória orante. Cada Missa de novembro pedirei por ele(a). Cada vez que visitar o cemitério, ofererei o tempo da visita pela sua alma.

Concedei-me a esperança firme de que, no fim, ressuscitaremos juntos para a vida eterna. Que a separação aparente deste tempo seja superada na comunhão definitiva da Jerusalém celeste, onde «não haverá mais morte, nem luto, nem clamor, nem dor» (Ap 21,4).

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Requiem aeternam dona ei, Domine, et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.

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