Hora Santa — adoração reparadora ao Sagrado Coração Eucarístico
Nas revelações de 1673-75 em Paray-le-Monial, Nosso Senhor Jesus Cristo pediu a Santa Margarida Maria Alacoque que, todas as noites de quinta para sexta-feira, ela passasse uma hora prostrada por terra, em ato de reparação eucarística pelos pecados dos homens — relembrando a hora que Ele passou no Horto das Oliveiras, abandonado pelos discípulos adormecidos. Esta devoção da Hora Santa, atestada na Autobiografia de Santa Margarida Maria, foi recomendada por Leão XIII, indulgenciada por Pio X e amplamente difundida no séc. XX. Pode ser feita diante do Santíssimo Sacramento exposto, do tabernáculo fechado, ou — quando não for possível ir à igreja — em casa, com o Crucifixo.
(Adore em silêncio por um momento.)
Senhor Jesus Cristo, presente no Santíssimo Sacramento do altar, eu Vos adoro com toda a profundidade do meu ser. Vós aqui estais real, verdadeira e substancialmente, no Corpo, Sangue, Alma e Divindade — sob as aparências do pão e do vinho consagrado.
Esta hora que passo diante de Vós quer ser memória da agonia do Horto, quando Pedro, Tiago e João adormeceram, deixando-Vos só na vossa luta. Aqui estou eu, indigno mas presente, em ato de reparação por todos os que ainda hoje Vos abandonam: pelas Comunhões sacrílegas, pelas igrejas profanadas, pelas ofensas ao vosso Santíssimo Nome, pelo esquecimento da vossa presença real no tabernáculo.
Sagrado Coração Eucarístico de Jesus, fazei o meu coração semelhante ao vosso. Recebei, pelas mãos da Imaculada Virgem Maria, esta hora pobre mas inteira que Vos consagro pelas almas dos pecadores, pelos sacerdotes, pelos consagrados, pelos moribundos desta noite, pelas almas do Purgatório e pelas intenções do Sumo Pontífice.
«Não podestes vigiar uma hora comigo?» (Mt 26,40). Sim, meu Senhor, e ofereço-Vos esta hora por todos os que não Vos vigiam.
Pai-Nosso. Ave-Maria. Glória. (repetir as três orações dez vezes no decurso da hora, intercalando com leitura espiritual ou silêncio).